PCP na campanha do referendo

<font color=0069c3>Na rua pelo «Sim»</font>

A campanha para o referendo começou oficialmente anteontem. Nesse dia, Jerónimo de Sousa esteve na baixa lisboeta, numa grande acção de esclarecimento e mobilização para o voto no «Sim». No fim de semana, o secretário-geral do PCP participa em dois comícios: sábado no Porto e domingo no Litoral Alentejano.

Debates, sessões, distribuições. Os comunistas estão na rua pelo «Sim»

Os comunistas percorreram a baixa lisboeta no primeiro dia oficial de campanha. No final da tarde de terça-feira, centenas de militantes e simpatizantes do Partido cobriram de vermelho as ruas do Chiado e da Baixa, numa acção de contacto com a população.
Ao som de «Agora Sim» e «Aborto não é crime, o crime está na lei», a comitiva distribuía o seu folheto a quem passava e alguns não hesitavam mesmo em entrar nas lojas para contactar com os próprios trabalhadores do comércio. A recepção era, regra geral, positiva. Vindas do interior das lojas, das varandas e das próprias pessoas que passavam eram muitas as palavras de incentivo.
Num cruzamento da Rua Augusta, o secretário-geral do PCP esperava pelos militantes. Dum pequeno palanque, Jerónimo de Sousa afirmou que a questão central «é saber se estamos de acordo que as mulheres se vejam livres do anátema, do ferrete e do cadastro» quando recorrem ao aborto. Esta batalha, afirmou Jerónimo de Sousa, é uma batalha «contra a hipocrisia». Pegando em argumentos dos defensores do «Não», o alegado «direito à vida», o dirigente comunista realçou: «O direito à vida é também o direito de as mulheres terem um emprego com direitos, terem melhores salários e de saberem que têm uma creche ou um infantário para poderem continuar a trabalhar» depois de terem um filho.
Os que hoje defendem o «Não» são os mesmos que, no âmbito da discussão do Código do Trabalho, propuseram que a mulher «fosse penalizada no emprego se a causa da “baixa” fosse a realização de um aborto ilegal», lembrou. E agora vêm, «com ar seráfico e piedoso dizer que há alternativas».

Centenas de sessões e debates

Mas há muito que o PCP anda nas ruas em contacto com as populações a apelar ao voto no «Sim». Em centenas de sessões e debates , militantes e dirigentes comunistas mobilizam o eleitorado. Por todo o País, centenas de distribuições levam a opinião do Partido às mais amplas massas.
«A pedagogia, a serenidade, o respeito pelas diversas opções, o falar verdade e o combate às mistificações devem caracterizar a nossa campanha de mobilização de consciências, respondendo também sem tibiezas às ofensas feitas à dignidade da mulher» – estas foram palavras de Carlos Carvalhas, do Comité Central do PCP, num jantar de campanha pelo «Sim» à despenalização do aborto que reuniu, no dia 23, em Sarilhos Grandes, no Montijo, cerca de 100 pessoas.
Carlos Carvalhas esteve também em Odivelas, no dia 25, para participar num debate inserido na campanha pelo «Sim» no referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. A sessão realizou-se no Pavilhão Polivalente da Freguesia de Odivelas, completamente cheio. Ilda Figueiredo, deputada no Parlamento Europeu e membro do Comité Central, visitou os centros de saúde de Mangualde e Tondela e o Hospital de Lamego onde contactou com os utentes, sensibilizando-os para o grave problema de saúde pública que constitui o aborto clandestino.
Na sexta-feira, 26, realizaram-se diversas iniciativas: Em Loures, Bernardino Soares, da Comissão Política, interveio num jantar dedicado ao tema. À mesma hora, mas em Olhão, Vasco Cardoso, também da Comissão Política, participava noutro jantar. Nesse mesmo dia, Ilda Figueiredo esteve na Amadora numa sessão de esclarecimento.
No sábado, 27, Aljustrel recebeu Fernanda Mateus, da Comissão Política, para uma sessão de esclarecimento. Odete Santos esteve em Chaves para um debate realizado numa escola do concelho.
No sábado, 27, Graça Mexia participou numa sessão de esclarecimento em Lisboa.
Segunda-feira, Fernanda Mateus participou num debate em Oeiras.


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